A forma como você fala consigo mesma pode estar te machucando mais do que você percebe
- Marcelle S. Araujo

- há 33 minutos
- 1 min de leitura

Existe algo que muitas pessoas demoram para perceber.
Não é só o que acontece na sua vida que define como você se sente.
É também a forma como você conversa consigo mesma quando isso acontece.
Duas pessoas podem viver situações muito parecidas.
Mas a experiência interna delas pode ser completamente diferente.
Porque, enquanto uma se acolhe, a outra se critica.
Enquanto uma tenta entender, a outra se cobra.
E isso faz toda a diferença.
O problema é que esse diálogo interno costuma ser automático.
Você não para para pensar no que está dizendo para si mesma.
Você só sente o peso.
Frases como
“eu deveria ter feito melhor”
“eu sempre estrago tudo”
“não era para eu me sentir assim”
vão se repetindo de forma tão natural que parecem verdade.
Mas não são.
São formas aprendidas de se relacionar consigo.
E, muitas vezes, são formas duras.
Você pode até ser compreensiva com os outros.
Mas, quando se trata de você, o tom muda.
Fica mais rígido.
Mais exigente.
Menos gentil.
E viver assim cansa.
Porque não existe pausa quando a cobrança vem de dentro.
Começar a perceber esse padrão não é sobre se forçar a pensar positivo.
É sobre desenvolver consciência.
É conseguir se escutar.
Perceber quando o tom interno pesa mais do que ajuda.
E, aos poucos, abrir espaço para uma forma diferente de se tratar.
Mais honesta.
Mais humana.
Menos punitiva.
Na terapia, esse costuma ser um dos primeiros movimentos importantes.
Porque, antes de mudar qualquer comportamento,é preciso mudar a forma como você se relaciona consigo mesma.
E isso começa em algo simples, mas profundo:
prestar atenção em como você fala com você.
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