Autoconfiança não nasce pronta
- Marcelle S. Araujo

- 27 de jan.
- 2 min de leitura

Muitas pessoas acreditam que a autoconfiança só surge depois de grandes conquistas. Como se fosse preciso “chegar lá” — alcançar um objetivo importante, vencer um medo específico ou provar algo para alguém — para então se sentir segura de si.
Na prática, a autoconfiança costuma se construir de outra forma. Ela nasce no cotidiano, nas pequenas escolhas, nas tentativas que não saem como o esperado e, principalmente, na capacidade de se apoiar emocionalmente mesmo quando o caminho ainda não está claro.
Autoconfiança não é ausência de dúvida.
É seguir adiante apesar dela.
É conseguir ajustar o ritmo sem se abandonar. É reconhecer limites sem transformar isso em fracasso. É aprender com o processo, em vez de usar cada erro como prova de insuficiência.
Muitas mulheres que chegam à terapia relatam que se sentem “sem confiança”, quando, na verdade, passaram muito tempo se exigindo mais do que conseguiam sustentar. Nesse contexto, confiar em si se torna difícil porque a relação interna é marcada por cobrança, comparação e pouco acolhimento.
Na psicoterapia, o fortalecimento da autoconfiança acontece quando a pessoa começa a se escutar com mais cuidado. Isso envolve reconhecer a própria história, validar os próprios esforços, compreender limites reais e construir uma base interna mais segura — que não depende apenas de resultados ou aprovação externa.
Confiar em si é um processo vivo.
Ele se constrói todos os dias, passo a passo, enquanto você segue caminhando — mesmo sem ter todas as respostas.

Se você sente que precisa fortalecer sua autoconfiança com mais gentileza e menos cobrança, a terapia pode ser um espaço importante nesse caminho. O acompanhamento psicológico ajuda a desenvolver uma relação interna mais segura, consciente e sustentável ao longo do tempo.
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