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Limite não é afastar, é se respeitar

  • Foto do escritor: Marcelle S. Araujo
    Marcelle S. Araujo
  • 23 de dez. de 2025
  • 1 min de leitura

Colocar limites não significa se afastar das pessoas.

Na maioria das vezes, significa parar de se afastar de si mesma.


Muitas mulheres cresceram aprendendo que estar sempre disponíveis é uma forma de manter vínculos, evitar conflitos e serem aceitas. Com o tempo, essa postura pode gerar cansaço constante, ressentimento silencioso e a sensação de que as próprias necessidades ficam sempre em segundo plano.


Quando o limite não existe, o corpo sente.

A mente sobrecarrega. E a relação com o outro passa a custar a relação consigo.


Limites saudáveis não são barreiras rígidas nem gestos de frieza. Eles funcionam como ajustes finos: pequenas delimitações que tornam possível estar em relação sem se violentar emocionalmente. Dizer “até aqui eu consigo” é diferente de dizer “não me importo”.


Aprender a colocar limites envolve reconhecer sinais internos de exaustão, desconforto e irritação — sinais que, muitas vezes, são ignorados por culpa ou medo de decepcionar. Sustentar um limite também exige tolerar frustrações e lidar com expectativas externas.


Na terapia, o trabalho com limites ajuda a ampliar a consciência sobre esses padrões, fortalecer o posicionamento pessoal e construir formas mais claras e respeitosas de se colocar nas relações. Não para afastar, mas para permanecer com mais inteireza.



Cuidar de si também é aprender a dizer até onde dá. E isso pode transformar profundamente a forma como você se relaciona.

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