Intenção não é meta — e isso muda tudo
- Marcelle S. Araujo

- 6 de jan.
- 1 min de leitura

Janeiro costuma chegar acompanhado de uma pressão silenciosa para “definir tudo”: metas, planos, decisões importantes, versões melhores de si mesma. Mesmo sem perceber, muitas mulheres entram no ano já se sentindo atrasadas, cobradas ou insuficientes.
Mas nem sempre o que precisamos nesse momento é mais exigência.
Muitas vezes, o que falta é clareza emocional.
Intenção não é a mesma coisa que meta.
Enquanto a meta cobra resultados, a intenção convida à escuta interna. Ela pergunta com honestidade: o que faz sentido para mim agora? e o que eu consigo sustentar sem me violentar emocionalmente?
Trabalhar com intenção é respeitar o próprio ritmo. É reconhecer limites reais, emoções presentes e necessidades que talvez tenham sido ignoradas por muito tempo. Isso não significa falta de compromisso com a própria vida — significa um compromisso mais cuidadoso e sustentável.
Começar o ano com gentileza não enfraquece o caminho. Pelo contrário: fortalece.
Quando a intenção guia as escolhas, a ansiedade tende a diminuir, as comparações perdem força e as decisões se tornam mais alinhadas com quem você é — e não com o que esperam de você.
Na psicoterapia, esse processo de transformar cobrança em intenção pode ser profundamente transformador. A terapia ajuda a organizar pensamentos, acolher conflitos internos e construir caminhos possíveis, que não exigem perfeição, mas presença.
Talvez o seu ano não precise de mais metas.
Talvez ele precise de mais escuta.

Se você deseja começar o ano com mais clareza emocional e menos autocrítica, a terapia pode ser um espaço seguro para isso. Estou aqui para te acompanhar nesse processo.
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