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O ano não precisa ser decidido em janeiro

  • Foto do escritor: Marcelle S. Araujo
    Marcelle S. Araujo
  • há 5 dias
  • 1 min de leitura

Muitas pessoas chegam ao início do ano com a sensação de que precisam resolver a vida inteira em janeiro. Como se este fosse o único momento possível para decidir tudo: carreira, relações, hábitos, rumo emocional.


Essa pressa, porém, costuma gerar mais ansiedade do que direção.


Janeiro não precisa ser um mês de grandes definições. Ele pode — e talvez devesse — ser um tempo de ajuste, escuta e reorganização interna. Um período para observar como você chega a esse novo ciclo, o que ainda pesa, o que mudou e o que pede mais cuidado.


Respeitar o próprio ritmo não é estagnação.

É uma forma de cuidado que permite mudanças mais consistentes ao longo do tempo. Quando você se escuta antes de se cobrar, cria bases mais sólidas para sustentar escolhas, limites e transformações reais.


A ideia de que tudo precisa estar claro logo no começo do ano costuma estar ligada a expectativas internas rígidas, comparações e medo de “ficar para trás”. Aos poucos, isso pode gerar exaustão emocional, frustração e sensação constante de insuficiência.


Na terapia, é possível aliviar essa pressão. O processo terapêutico ajuda a compreender de onde vêm essas cobranças, a diferenciar desejo genuíno de exigência interna e a construir um início de ano mais alinhado com quem você é hoje — não com quem acha que deveria ser.


Talvez o melhor começo não seja decidir tudo agora, mas permitir que o ano se revele aos poucos, com mais presença e menos cobrança.



Se você deseja começar o ano com mais clareza emocional e menos ansiedade, a terapia online pode ser um espaço seguro para esse cuidado.

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