Três lembretes sobre constância possível
- Marcelle S. Araujo

- 17 de jan.
- 1 min de leitura

Desacelerar não é desistir. Muitas vezes, é a única forma de continuar.
Existe uma ideia muito difundida de que constância significa manter sempre o mesmo ritmo, independentemente do que se sente ou do que se vive. Essa lógica ignora algo essencial: pessoas mudam, contextos mudam, o corpo sente e responde. Quando essas mudanças não são consideradas, a constância deixa de ser sustentação e passa a ser peso.
Na prática, o que costuma gerar abandono não é a pausa, mas a rigidez.
Seguir exigindo desempenho quando os recursos internos diminuem cria desgaste, frustração e afastamento de si.
Por isso, alguns lembretes são importantes para o cotidiano emocional:
ajustar não é falhar;
pausar também é cuidado;
continuar não exige rigidez, exige escuta.
A constância possível nasce quando há autorização interna para respeitar limites, recalibrar expectativas e seguir de forma mais honesta com o próprio momento de vida. Isso não significa ausência de compromisso, mas presença real.
Na clínica, é comum observar como a constância emocional se fortalece quando a pessoa aprende a se ouvir, em vez de se pressionar. A terapia oferece um espaço para reconhecer sinais de exaustão, compreender padrões de cobrança e construir uma relação mais cuidadosa consigo mesma.

Sustentar algo começa quando você para de lutar contra si. E, muitas vezes, esse aprendizado não precisa — e não deve — ser feito sozinha.
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