Três sinais silenciosos de que você está carregando mais do que deveria
- Marcelle S. Araujo

- há 5 dias
- 2 min de leitura

Nem toda sobrecarga é evidente.
Em muitos casos, ela não aparece como colapso, choro frequente ou incapacidade de funcionar. Ela se disfarça de responsabilidade, maturidade e senso de dever.
É o tipo de peso que passa despercebido — inclusive por quem o carrega.
Aos poucos, “dar conta” deixa de ser uma escolha e vira uma obrigação interna. E o corpo começa a dar sinais de que algo está sendo sustentado além do possível.
1. A sensação de que, se você parar, tudo desorganiza
Um dos sinais mais comuns da sobrecarga é a ideia de que tudo depende de você.
Que, se você desacelerar, descansar ou se ausentar, as coisas vão desandar.
Esse pensamento costuma vir acompanhado de vigilância constante e dificuldade de relaxar de verdade, mesmo nos momentos de pausa. O descanso nunca é inteiro, porque a mente continua “em alerta”.
Aqui, o peso não está apenas nas tarefas, mas na responsabilidade emocional de manter tudo funcionando.
2. Culpa ao descansar, mesmo quando o corpo pede pausa
Outro sinal frequente é a culpa ao parar.
Descansar parece errado, exagerado ou imerecido — como se fosse preciso justificar cada pausa.
Mesmo cansada, surge a cobrança interna: “eu deveria aguentar mais um pouco”.
Essa culpa não nasce do acaso. Ela costuma ser construída ao longo do tempo, especialmente em pessoas que aprenderam a se valorizar pelo quanto fazem, sustentam ou resolvem.
O problema é que o corpo não responde a discursos de esforço infinito.
3. Dificuldade em pedir ajuda, mesmo estando exausta
Quando a sobrecarga se instala, pedir ajuda deixa de ser algo simples.
Pode vir acompanhado de vergonha, medo de incomodar ou da sensação de estar sendo fraca.
Muitas mulheres seguem exaustas porque não conseguem dividir o peso — nem externamente, nem internamente. Sustentam tudo sozinhas, inclusive o próprio cansaço.
Isso não é sinal de falta de força ou comprometimento.
É sinal de um acúmulo emocional que vem sendo carregado por tempo demais.
Sobrecarregar-se não é maturidade
Reconhecer esses sinais não significa desistir, falhar ou se tornar menos responsável.
Significa perceber que maturidade emocional não é aguentar tudo sozinha.
Cuidar da saúde emocional também envolve reconhecer quando o peso ultrapassou o limite do que deveria ser individual. Dividir responsabilidades — internas e externas — faz parte do cuidado, não do fracasso.
Às vezes, o primeiro passo não é mudar tudo, mas admitir: isso está pesado demais para ser sustentado só por mim.
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