Por que é tão difícil colocar limites no começo do ano?
- Marcelle S. Araujo

- 24 de jan.
- 2 min de leitura

O início do ano costuma trazer uma sensação silenciosa de urgência.
Como se fosse preciso resolver a vida inteira em janeiro: decisões, metas, mudanças, posicionamentos. Para muitas mulheres, esse movimento vem acompanhado de ansiedade, cansaço e uma cobrança interna difícil de sustentar.
Essa pressa raramente nasce do desejo genuíno de mudança. Na maioria das vezes, ela está ligada ao medo de ficar para trás, de decepcionar expectativas externas ou de não corresponder à imagem de quem “deveria” estar no controle.
Quando falamos de limites, essa dificuldade se intensifica. Colocar limites exige clareza interna, contato com o próprio cansaço e autorização para frustrar — e isso nem sempre foi ensinado como algo seguro.
Mas o ano não precisa ser decidido agora.
Janeiro pode ser um tempo de ajuste, escuta e reorganização interna. Um período para perceber o que pesa, o que já não cabe e o que precisa de mais cuidado — não de cobranças extremas.
Respeitar o próprio ritmo não é estagnação.
É uma forma profunda de autocuidado que sustenta mudanças reais ao longo do tempo. Limites saudáveis não surgem da rigidez, mas da consciência de até onde é possível ir sem se violentar emocionalmente.
Na psicoterapia, esse processo acontece de forma gradual e acolhedora. O espaço terapêutico ajuda a compreender por que dizer “não” é tão difícil, a reconhecer expectativas internalizadas e a construir formas mais claras e seguras de se posicionar — sem culpa e sem medo excessivo de perder vínculos.
Aprender a colocar limites é, muitas vezes, aprender a se escutar pela primeira vez.
E esse pode ser um dos começos mais importantes do ano.

Se você sente que está tentando dar conta de tudo sozinha, a terapia pode ser um apoio importante nesse processo. Atendimento psicológico online, com escuta ética, acolhedora e respeitosa ao seu tempo.
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