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O medo de desagradar pode estar te afastando de quem você é

  • Foto do escritor: Marcelle S. Araujo
    Marcelle S. Araujo
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

Nem sempre evitar conflito é sobre querer paz.


Às vezes, é sobre medo.


Medo de desagradar.

Medo de frustrar.

Medo de não ser bem vista.


E, em muitos casos, medo de ser rejeitada.


Então você tenta manter tudo em equilíbrio.

Evita dizer o que pensa.

Suaviza o que sente.

Se adapta mais do que gostaria.


Não porque concorda,

mas porque teme o que pode acontecer se não concordar.


Esse movimento pode até funcionar no curto prazo.


Evita desconfortos imediatos.

Diminui a chance de conflito.

Mantém as relações aparentemente estáveis.


Mas, internamente, algo começa a pesar.


Porque, aos poucos, você vai se afastando de si.


Vai deixando de se posicionar.

De expressar incômodos.

De respeitar seus próprios limites.


E isso cansa.


Cansa porque exige um esforço constante de adaptação.

Cansa porque não tem espaço real para você.


Muitas pessoas que vivem esse padrão foram reconhecidas ao longo da vida por serem compreensivas, disponíveis, fáceis de lidar.


E, por muito tempo, isso pode até ter funcionado como uma forma de pertencimento.


Mas chega um momento em que esse lugar começa a apertar.


Porque ser sempre “agradável” não é sustentável.


Relacionamentos saudáveis não exigem que você se molde o tempo inteiro.


Eles suportam diferença.

Suportam frustração.

Suportam limites.


Aprender a desagradar, em alguns momentos, não significa se tornar alguém difícil.

Significa começar a se incluir na relação.


E isso não acontece de uma vez.


No começo, pode gerar desconforto.

Pode vir acompanhado de culpa.

Pode parecer estranho.

Mas faz parte do processo.


Na terapia, muitas vezes o trabalho não é ensinar você a lidar com o outro.


É fortalecer você o suficiente para não precisar se diminuir dentro das relações.


Porque, quando você começa a se sustentar por dentro,

o medo de desagradar deixa de ter o mesmo peso.

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