Nem sempre é o que acontece, mas como você se trata quando acontece
- Marcelle S. Araujo

- há 4 dias
- 2 min de leitura

Nem sempre é o que acontece que mais machuca.
Muitas vezes, o que intensifica a dor é a forma como você se trata quando aquilo acontece.
É o tom interno que aparece quase automaticamente:
se cobrando, se criticando, se culpando, se pressionando a dar conta de tudo como se não houvesse espaço para falhar.
Com o tempo, isso vai sendo naturalizado.
Você pode até começar a acreditar que esse é o jeito certo de funcionar.
Que ser dura consigo mesma é o que te mantém responsável.
Que se acolher seria o mesmo que “passar a mão na cabeça”.
Mas não é.
Existe uma diferença importante entre se responsabilizar pelo que faz e se punir pelo que sente.
Responsabilidade organiza.
Autocrítica em excesso desgasta.
E quando você não percebe essa diferença, acaba vivendo em um estado constante de tensão interna, como se estivesse sempre devendo algo para si mesma.
O problema é que, nesse lugar, nada parece suficiente.
Nem o que você faz.
Nem o que você conquista.
Nem o quanto você tenta.
Porque a forma como você se trata já parte da ideia de que nunca é o bastante.
Aprender a olhar para isso não muda os fatos imediatamente.
Mas muda a forma como você atravessa cada um deles.
Você começa a perceber quando o seu próprio pensamento está pesando mais do que a situação em si.
E, aos poucos, vai construindo um jeito diferente de se posicionar internamente.
Mais consciente.
Mais equilibrado.
Mais possível de sustentar.
Isso não significa deixar de se responsabilizar.
Significa fazer isso sem se destruir no processo.
E esse é um dos movimentos mais importantes dentro do cuidado com a sua saúde emocional.
Porque, no fim das contas, você está com você em todos os momentos.
E a forma como você se trata faz toda a diferença.
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